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Carreira em enfermagem

Quanto ganha um técnico em enfermagem em Goiânia?

O piso existe e é nacional — mas o que cai na conta depende da jornada, do turno e de você ter ou não uma especialização. Este guia mostra como a conta é feita.

Atualizado em 8 de agosto de 2026 Leitura: 6 min
Técnica em enfermagem em atendimento hospitalar
O piso da categoria é nacional, mas o salário final depende de jornada, turno e especialização.
Resposta rápida

Essa é provavelmente a primeira pergunta de quem pensa em fazer o curso técnico. E a resposta honesta é: existe um número oficial, mas ele é só o ponto de partida da conta.

O piso nacional: R$ 3.325

A Lei 14.434/2022 criou um piso salarial nacional para a enfermagem. Ela fixou o valor do enfermeiro em R$ 4.750 e definiu os demais como percentuais disso: o técnico em enfermagem recebe 70%, ou seja, R$ 3.325, e o auxiliar recebe 50%, R$ 2.375.

R$ 3.325 Piso do técnico em enfermagem · jornada de 44h semanais

Vale saber de um detalhe que quase ninguém conta: esse valor não é reajustado desde 2022. O artigo do projeto que previa correção anual pela inflação foi vetado na sanção. Na prática, o piso está congelado em termos nominais enquanto o custo de vida subiu — o que torna acordos coletivos e adicionais ainda mais decisivos no salário real.

A conta muda conforme a sua jornada

O piso foi vinculado a 44 horas semanais. Mas boa parte da enfermagem trabalha 30h ou 36h. Nesses casos o valor é proporcional, e a fórmula é simples:

(R$ 3.325 ÷ 44) × sua jornada semanal

Jornada semanalPiso proporcional
44 horasR$ 3.325,00
40 horasR$ 3.022,73
36 horasR$ 2.720,45
30 horasR$ 2.267,05

Valores calculados pela proporcionalidade prevista para o piso. Servem de referência mínima: acordos e convenções coletivas podem estabelecer valores superiores, e o salário efetivo depende do contrato.

O que entra por cima do piso

É aqui que a diferença aparece entre dois técnicos formados no mesmo ano.

Adicional noturno

Quem trabalha entre 22h e 5h recebe acréscimo sobre a hora trabalhada. Em escalas de plantão noturno, isso pesa bastante no fim do mês.

Insalubridade

Devida conforme o grau de exposição a agentes biológicos, muito comum em ambiente hospitalar. O percentual e a base de cálculo variam segundo a norma aplicável e o acordo da categoria.

Plantões extras

Muitos técnicos complementam a renda com plantões avulsos em outra instituição. É uma prática consolidada na área — e uma das razões pelas quais a renda real costuma superar o piso.

Especialização

Esse é o fator que você controla. Técnicos com formação em instrumentação cirúrgica, UTI ou enfermagem do trabalho acessam vagas e escalas mais bem remuneradas do que quem tem só a formação base. São cursos de cerca de 6 meses, feitos depois do técnico.

E em Goiânia, especificamente?

O piso é nacional, então vale igual em Goiânia, Aparecida, Trindade ou Senador Canedo. O que muda localmente é o volume de vagas — e aí a capital joga a favor: Goiânia concentra hospitais de referência, uma rede grande de clínicas de imagem e serviços de home care em expansão, além dos concursos municipais e estaduais.

Na prática, isso significa duas coisas para quem está começando: há oferta de emprego suficiente para entrar, e há para onde crescer sem precisar mudar de cidade.

Vale a pena fazer o curso técnico?

Se a pergunta for "existe caminho mais curto entre estudar e ter carteira assinada na saúde", a resposta é não. São 18 meses de curso, com estágio supervisionado já incluído, e um piso salarial garantido por lei federal — algo que a maioria das profissões de nível técnico não tem.

E, diferente de setores que oscilam com a economia, hospital não fecha. A demanda por equipe técnica é estrutural.

Comece pelo curso certo

Técnico em Enfermagem no Colégio Oswaldo Cruz: 18 meses, 600h de estágio supervisionado e turmas de manhã, tarde, noite e sábado. Matrícula R$ 45.

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